País
Vindima com "sabor especial" após certificação de Vinho de Talha de Cabeção
Os vinhos produzidos em Cabeção já podem utilizar a designação "Vinho de Talha" nos seus rótulos, uma conquista considerada histórica para a preservação de uma tradição secular enraizada na identidade da Vila. Os produtores locais vivem a época das vindimas com outra satisfação.
Com esta decisão da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), que chegou no início de agosto, o Vinho de Talha de Cabeção, uma freguesia Alentejana no concelho de Mora, fica associado à produção de um produto diferenciado, valorizando a sua identidade, autenticidade e especificidade no contexto da produção regional.
José Vieira, o presidente da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, em declarações à rádio pública, mostrou satisfação: "É um grande alento. Obviamente que a população recebeu isso muito bem, principalmente os vitivinicultores. Dá alento também aos jovens e a alguns produtores que não tinham os seus vinhos certificados e que vão querer certificar. E certificando e engarrafando será sempre uma mais valia para o concelho".
Sobre o que diferencia e torna único o vinho de Talha, José Vieira que é também vitivinicultor responde que é a própria talha que dá uma identidade ao vinho: "estamos a falar de vários fatores; o local onde se encontra a talha, o arejamento que a talha tem, o barro da própria talha. No fundo, é a identidade que a talha passa para o próprio vinho".

Para valorizar o vinho de Talha de Cabeção coloca-se o desafio de assegurar a tradição das técnicas ancestrais, do processo de produção de vinho em talha de barro; também preservar e promover a utilização na vinha de castas tradicionais portuguesas, nomeadamente as utilizadas nesta vila.
Pretende-se incentivar as novas gerações para continuarem esta tradição milenar, garantindo a continuidade de um património que distingue Cabeção no panorama vitivinícola nacional.

O presidente da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, fala ainda no desejo de se encontrar uma sede para a Confraria e diz que já sensibilizou a Câmara de Mora e a Junta de Freguesia de Cabeção: "é muito importante para nós termos uma sede, para as pessoas conviverem" diz José Vieira que lembra que o vinho de Talha é chamado o vinho dos Amigos.

Câmara de Mora satisfeita com certificação
Para a Câmara Municipal de Mora a possibilidade de utilizar a designação "Vinho de Talha" representa um passo importante na valorização do património vitivinícola de Cabeção, reforçando a autenticidade e a identidade de um método ancestral de produção que continua a ser preservado pelos produtores locais, conciliando tradição, qualidade e um saber-fazer transmitido de geração em geração.
A Vila de Cabeção torna-se assim cada vez mais uma referencia na produção de vinho de Talha, com cerca de meia centena de produtores e dezenas de adegas.
A repórter Arlinda Brandão foi até Cabeção para conhecer todo o processo de produção deste vinho tradicional e o património cultural que lhe está associado. E também para registar a satisfação dos produtores com a novidade, que trouxe um sabor especial este ano às vindimas.
Esta cerificação aconteceu depois de uma luta de vários anos da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, com o apoio da Câmara Municipal de Mora, junto das entidades competentes num processo que culmina agora com o reconhecimento oficial desta designação para os vinhos produzidos na localidade.
José Vieira, o presidente da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, em declarações à rádio pública, mostrou satisfação: "É um grande alento. Obviamente que a população recebeu isso muito bem, principalmente os vitivinicultores. Dá alento também aos jovens e a alguns produtores que não tinham os seus vinhos certificados e que vão querer certificar. E certificando e engarrafando será sempre uma mais valia para o concelho".
Sobre o que diferencia e torna único o vinho de Talha, José Vieira que é também vitivinicultor responde que é a própria talha que dá uma identidade ao vinho: "estamos a falar de vários fatores; o local onde se encontra a talha, o arejamento que a talha tem, o barro da própria talha. No fundo, é a identidade que a talha passa para o próprio vinho".
Para valorizar o vinho de Talha de Cabeção coloca-se o desafio de assegurar a tradição das técnicas ancestrais, do processo de produção de vinho em talha de barro; também preservar e promover a utilização na vinha de castas tradicionais portuguesas, nomeadamente as utilizadas nesta vila.
Pretende-se incentivar as novas gerações para continuarem esta tradição milenar, garantindo a continuidade de um património que distingue Cabeção no panorama vitivinícola nacional.
O presidente da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, fala ainda no desejo de se encontrar uma sede para a Confraria e diz que já sensibilizou a Câmara de Mora e a Junta de Freguesia de Cabeção: "é muito importante para nós termos uma sede, para as pessoas conviverem" diz José Vieira que lembra que o vinho de Talha é chamado o vinho dos Amigos.
Câmara de Mora satisfeita com certificação
Para a Câmara Municipal de Mora a possibilidade de utilizar a designação "Vinho de Talha" representa um passo importante na valorização do património vitivinícola de Cabeção, reforçando a autenticidade e a identidade de um método ancestral de produção que continua a ser preservado pelos produtores locais, conciliando tradição, qualidade e um saber-fazer transmitido de geração em geração.
A Vila de Cabeção torna-se assim cada vez mais uma referencia na produção de vinho de Talha, com cerca de meia centena de produtores e dezenas de adegas.